Regime chavista passou a considerar o embaixador ‘persona non grata’ após ele ter comparecido à recepção de Guaidó na volta da viagem pela América do Sul.

Juan Guaidó, ao centro, se reuniu com a encarregada de negócios da embaixada da Alemanha, Daniela Vogl, e com o embaixador alemão na Venezuela, Daniel Kriener — Foto: @jguaido/Reprodução/Twitter

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, reuniu-se nesta quinta-feira (7) com o embaixador da Alemanha, Daniel Kriener. Ele foi expulso do território venezuelano por ordem do regime de Nicolás Maduro, mas não deixou o país imediatamente.

Pelo Twitter, Guaidó manifestou repudio ao que chamou de “ameaças do regime usurpador” do chavista. Ele também disse que Kriener, após a expulsão, foi chamado de volta a Berlim para consulta.

“A embaixada em Caracas seguirá em funcionamento pleno, sob a autoridade da encarregada de negócios, Daniela Vogl”, completou.

Maduro declarou o embaixador alemão como “persona non grata” na Venezuela e deu um prazo de 48 horas para que ele deixe o país.

“Ele [Maduro] não perdoa os que querem ajudar a Venezuela”, disse Guaidó.

A Alemanha foi um dos países que doou dinheiro para apoiar o envio de ajuda humanitária, solicitada pela oposição ao regime chavista. Além disso, Kriener esteve no aeroporto internacional Simón Bolívar, perto de Caracas, para receber Guaidó – o líder oposicionista voltava de visita a outros países sul-americanos.

“Hoje o regime que usurpa funções, que não tem competência para declarar ninguém como ‘persona non grata’, simplesmente exerce coação. É uma ameaça e assim deve ser encarada pelo mundo livre”, disse Guaidó ao se reunir com o embaixador alemão.

Na Assembleia Nacional, os deputados da oposição agradeceram à Alemanha pelo apoio e criticaram a decisão de Maduro.

O regime chavista decidiu expulsar o diplomata alemão por considerar que ele estava exercendo um “papel público de dirigente político”.

Search